segunda-feira, 6 de junho de 2011

Trata-se igualdade racial criando desigualdade?

Hoje tomei um baque ao ler em alguns sites sobre a criação de vagas para negros e índios em concursos públicos.

A principal alegação é para "evitar o preconceito".

Realmente não consigo acompanhar a lógica das cotas para negros, indios, brancos, etc. Talvez porque eu tenha estudado em escola pública, não cheguei ao nível de inteligência dos caros políticos que criaram estas cotas.

Em meu ponto de vista e com todo o respeito por quem é a favor das cotas, esta é a maior forma de preconceito que possa existir contra qualquer cidadão, seja ele branco, preto, índio, mestiço, cristão, católico ou qualquer outra denominação que exista para qualquer pessoa.

Gostaria de saber se há algum estudo científico comprovando que os negros tem menos habilidade intelectual, inteligência, quantidade de neurônios ou coisa parecida.

Com os sistemas de cotas estão menosprezando a inteligência dos negros, é como se os nobres políticos dissessem: vocês são burros e não tem capacidade de passar em um vestibular ou um concurso público, por isso vamos dar 20% das vagas para vocês para ficarem contentes, em troca, vocês vão votar em nós nas próximas eleições.

Sou extremamente contra qualquer tipo de discriminação, seja ela racial, religiosa, econômica ou qualquer que seja e infelizmente estão criando leis para que a discriminação aumente.

Acredito que todos conheçam o ministro Joaquim Barbosa, primeiro ministro negro a tomar posse no STF, não sei se o mesmo possui filhos ou não, mas apenas como exemplo, seus filhos, que sempre tiveram acesso a excelentes escolas, professores, eventos culturais, etc, porque esses tem direito a cota para universidade ou concurso público? Notem que apenas citei um negro ilustre como exemplo, pois assim como o excelentíssimo ministro há muitos outros negros em posições importantes no Brasil, ocupando cadeiras no serviço público, como juizes, prefeitos, deputados, procuradores, conselheiros etc, bem como na iniciativa privada, na presidência de empresas, diretores, acionistas, profissionais liberais como médicos, advogados, entre outros, todos com condições de dar o melhor aos seus filhos, escolas e professores particulares, estes também vão entrar no sistema de cotas?

Será que apenas eu consigo ver alguma incoerência neste assunto?

Querem cotas, OK, façam, porém de forma justa. Por que não fazer cotas para alunos de escolas públicas, independente de serem brancos, amarelos ou negros? Por que não fazer cotas para crianças de baixa renda? Por que não criar vagas para que jovens que moram nas ruas possam ter um local para morar e a chance de estudar? Sabem porque? Porque criar vagas para negros rende mais votos, apenas isso!

Não tenho vergonha de dizer, eu mesmo, estudei toda minha vida (com exceção do 1º ano do primário) em escola pública. Todo ano tinha greve em minha escola, professores pediam demissão, alguns faltavam mais do que compareciam ao colégio, a professora de inglês não sabia falar inglês, entre outras aberrações. Apenas para terem idéia, no terceirão, que deveria ser uma preparação para o vestibular, ficamos mais da metade do ano sem professor de física e química. Como poderia competir no vestibular desta forma?

Engana-se quem pensa que negro ainda é minoria no Brasil, de acordo com alguns sites, a porcentagem de negros no Brasil fica entre 40 e 50%. Então me pergunto, se ainda vão fazer cotas, por que não reservar de 40 a 50% das vagas, já que a população é assim representada? Não deveria ser proporcional?

Reafirmo que sou contra as cotas, pois em meu ponto de vista é uma forma de discriminação legalizada contra os negros, agora, posso estar enganado, mas em minha matemática de ensino público, se os negros são aproximadamente 45% da população brasileira, a partir do momento que o governo diz "20% das vagas são para vocês" o que está acontecendo? Estão beneficiando os negros ou estão dizendo: Somente 20% vocês poderão ocupar, 80% das vagas permanecerão com os brancos!

Pensem, reflitam onde está o verdadeiro racismo, na população ou no congresso?

Abraço

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